A Leishmaniose e a Eutanásia.

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A leishmaniose canina  ocorre pelo protozoário Leishmania, transmitido pela picada de insetos infectados. O cão é considerado o principal reservatório da doença no meio urbano, mas não é o único, já o homem também pode atuar como reservatórios (o que é uma situação rara).

Os sintomas nos animais são bastante variáveis, sendo comum na Leishmaniose cutânea o aparecimento de lesões graves na pele acompanhadas de descamações e, eventualmente, úlceras, falta de apetite, perda de peso, lesões oculares (tipo queimaduras), atrofia muscular e, o crescimento exagerado das unhas. Em um estágio mais avançado, detecta-se problemas nos rins, no fígado e no baço, acabando o animal por morrer. Devido à variedade e à falta de sintomas específicos, o médico veterinário é o único profissional habilitado a fazer um diagnóstico da doença. É importante ressaltar que há um grande número de animais infectados que não apresentam sintomas clínicos (assintomáticos) porque a Leishmaniose pode ter uma incubação até 7 anos.

Existe vacina preventiva para a doença, que tem 92% de eficácia no animal.

O Brasil é o único país endêmico que utiliza a eutanásia nos animais infectados como prevenção da saúde  pública.

Nesse ano, mais precisamente em 6 de  julho, o TRF da 3º Região, considerou que a eutanásia em cães infectados  pela leishmania é inconstitucional, pois existe tratamento.

Um trecho da Decisão:

“Não tem o menor sentido humanitário a má conduta do município em submeter a holocausto os cães acometidos de leishmaniose visceral, sem qualquer preocupação com a tentativa de tratar dos animais doentes e menos preocupação ainda com os laços afetivos que existem entre humanos e cães, pretendendo violar o domicílio dos cidadãos sem ordem judicial para, despoticamente, apreender os animais para matá-los”, disse o desembargador Johonsom di Salvo. (Processo: 0013792-50.2010.4.03.0000).

Recentemente, a capital do Mato Grosso,  Cuiabá, também nesse mesmo sentindo, julgou pela proibição da eutanásia nos animais  infectados.

Relatos da Decisão:

“Sobre a eutanásia dos animais com leishmaniose, a decisão afirma que, segundo uma resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária, o sacrifício só é permitido “quando constituir ameaça à saúde pública, risco à fauna nativa e ao meio ambiente e como forma de aliviar dor ou sofrimento dos animais”.

2015 013

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