MICOPLASMOSE FELINA

MICOPLASMOSE FELINA – A DOENÇA DA PULGA

 

A Micoplasmose, ou anemia infecciosa felina, tem preocupado muitos tutores. Esta doença infecciosa é causada por um microrganismo denominado Mycoplsama haemofelis, amplamente distribuído pelo país. Este agente infeccioso, anteriormente denominado Haemobartonela sp, coloniza a superfície das células sanguíneas tornando-as estranhas ao animal, que passa a não reconhecê-las e destruí-las.

Apesar de algumas opiniões divergentes por parte de pesquisadores, acredita-se que seja transmitida pela picada da pulga, do carrapato e também por mordeduras em brigas e transfusões de sangue. As vias transplacentária e transmamária também não pode ser descartadas.

Após o contágio, os sinais podem aparecer tardiamente em trinta dias, apesar de alguns animais serem identificados como portadores saudáveis e portanto reservatórios ativos para transmissão.
Os sinais clínicos a serem observados pelos tutores são perda de peso, mucosas e língua pálidas, perda do apetite, sonolência excessiva, falta de cuidados com a pelagem (pelos arrepiados e sujos) e por vezes icterícia.


 

 

sos micoplasmose                       

 


 

A doença pode ter evolução lenta, com discretas alterações no comportamento que o tutor atento notará. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhor será o prognóstico e melhores as chances no tratamento, que é feito através de antibióticos específicos. A micoplasmose felina seria o equivalente à babesiose canina.

O controle de parasitas externos como pulgas e carrapatos é de fundamental importância, bem como a castração de machos e fêmeas. O macho castrado diminuirá suas saídas para a rua e terá menos chances de contrair a doença por brigas e contato com pulgas.

É fato que muitos animais saudáveis albergam os micoplasmas e não adoecem, provavelmente devido à eficiência de seu sistema imunológico. Assim, uma boa alimentação, vermifugação frequente e bem estar no lar podem ser fatores decisivos na longevidade com qualidade de vida.

Uma vez diagnosticada a presença do parasita no sangue, seja por visualização direta, exames sorológicos ou testes de DNA, cabe questionar se a doença é primária ou oportunista de algum outro agente. Sempre após o diagnóstico de micoplasmose, é prudente questionar se o felino não é também portador de leucemia felina (FELV) ou síndrome da imunodeficiência adquirida felina (AIDS felina), porque estes vírus poderiam estar promovendo uma queda da eficiência do sistema imunológico e propiciando o desenvolvimento da micoplasmose. Cabe lembrar que a FELV e AIDS felina podem não apresentar sinais específicos e apenas tendência a outras doenças.

Se seu gato for passar por uma transfusão de sangue, a não ser que seja um procedimento de extrema urgência, exija o teste para micoplasmose, FELV e AIDS do doador. É uma doença importante, e alguns pesquisadores admitem não haver cura completa, e tão somente um controle.

Gatos são seres muito especiais, sistemáticos, silenciosos, gostam de manter seus hábitos como dormir e comer nos mesmos lugares e nos mesmos horários, gostam da rotina no lar e quando doentes geralmente se retraem, se isolam. Preste muita atenção no comportamento do animal em sua companhia e em caso de alterações mínimas procure ajuda especializada para que a prazerosa companhia perdure por muitos anos.


                

FONTE OLHAR ANIMAL 

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