Trocando a ração do cachorro

Há diversos motivos para querer mudar a ração oferecida ao cachorro. Como exemplo, pode ser que a ração antiga esteja pesando no seu orçamento ou, ao contrário, que você queira melhorar a qualidade do alimento. No entanto, será que mudar a ração do cachorro faz mal?

labrador passeando

Independentemente do motivo, ao fazer alterações na dieta do pet, muitos tutores são surpreendidos por reações indesejadas, como dores abdominais e diarreias. Para saber se mudar a ração do cachorro faz mal, continue lendo! Preparamos um guia completo e respondemos se pode mudar a ração do cachorro.

4 bons motivos para trocar a ração do cachorro

Quando o assunto é olfato ou audição, os cães dão de 10 a 0 nos seres humanos, pois têm a capacidade de farejar odores muito depois de alguém já ter passado por um local e de ouvir sons a uma altura e distância que os tornariam imperceptíveis para nós.

Já quando falamos do paladar, aí sim nós ganhamos de lavada: enquanto cães possuem cerca de 1.700 papilas gustativas, os seres humanos contam com aproximadamente 9 mil dessas estruturas.

Isso significa que embora gostem de novidades, é mais fácil para os cães se habituarem a comer o mesmo alimento todos os dias, o que é muito vantajoso, já que não é recomendado fazer a troca da ração a todo momento. Mudar a ração do cachorro faz mal quando isso é feito de modo repentino, pois pode provocar indigestão e irritações no sistema gastrointestinal.

A oferta de uma mesma ração ao longo de toda a vida do cachorro, porém, não é recomendada. De vez em quando, mudar a ração do cachorro é importante para manter ou melhorar a qualidade de vida do pet. A seguir, listamos quatro situações em que a troca de ração é benéfica para a saúde do cachorro.

1. Melhora na qualidade da ração

Todas as rações comerciais vendidas em lojas são desenvolvidas com todos os ingredientes necessários para o bom funcionamento do organismo do cachorro.

A diferença é que enquanto as rações standard são formuladas com ingredientes mais simples e de menor digestibilidade, as rações premium e super premium contam com ingredientes cujos nutrientes são absorvidos mais facilmente pelo organismo dos cachorros.

Em outras palavras, não há problema em alimentar o seu amigo com uma ração standard. Porém, havendo mudanças no orçamento e possibilidade de melhorar a qualidade da ração, vale a pena optar pela mudança para uma ração do tipo premium ou super premium.

2. Mudança de faixa etária

Assim como acontece conosco, o organismo dos cachorros passa por mudanças significativas ao longo da vida. Por isso, é muito importante saber quando mudar a ração do filhote.

Cheio de energia, os nutrientes essenciais para um cão filhote não são os mesmos de um cão adulto, muito menos de um cão idoso, cuja tendência é ser mais sossegado.

Por isso mesmo, nutrientes que são necessários em abundância nos primeiros meses de vida de um cão podem acabar contribuindo para o surgimento de doenças conforme o pet vai crescendo.

Não é à toa que as rações são formuladas e vendidas de acordo com as diferentes fases da vida do cachorro: filhote, adulto ou idoso. Lembrando que a indicação de porte é importante para a determinação da faixa etária, já que cães maiores envelhecem mais rapidamente que os pequenos. Fique atento a isso na hora de escolher a ração.

cachorro deitado em sofá

3. Patologias

À medida que os pets crescem, aumenta o risco de eles desenvolverem certos problemas de saúde, como doenças renais, hepáticas, diabetes, entre outras. Em caso de confirmação do diagnóstico por um veterinário, ele poderá recomendar o uso das chamadas “rações medicamentosas”, formuladas de acordo com as necessidades especiais próprias.

Além dos problemas já mencionados, existem rações desenvolvidas especialmente para cães obesos, com alergias alimentares, para problemas gastrointestinais, doenças de pele etc. Independentemente do tipo, nunca ofereça ração medicamentosa sem a devida prescrição de um veterinário.

4. Inadaptação e apetite seletivo

Alguns pets têm dificuldade de se adaptar a determinadas rações, mesmo que estas sejam de qualidade. Quando isso acontece, o cachorro pode apresentar sintomas de indigestão, como vômitos, gases, dores abdominais e diarreias.

Certas raças, em especial as de pequeno porte, também podem apresentar apetite seletivo, que é quando o pet enjoa da ração com facilidade, diminuindo progressivamente a ingestão. Nesses casos, se você está se perguntando “como mudar a ração do meu cachorro com seletividade?”, faça isso gradualmente sempre que o pet recusar o alimento antigo.

Por que não faz bem trocar a ração o tempo todo?

O motivo por que em geral não é recomendado trocar a ração do cachorro a cada nova compra é que o sistema gastrointestinal dos pets tende a ser bastante sensível a mudanças. Sendo assim, alterações repentinas podem provocar indigestão, com vômitos, gases e diarreia.

Não bastasse isso, ao alterar sucessivamente a ração, o tutor aumenta as chances de o pet topar com algum ingrediente ao qual o cachorro tem alergia. Portanto, escolha uma ração de qualidade, observe se o cão se adapta a ela, e procure trocá-la apenas quando necessário devido a fatores como idade e estado de saúde do seu amigo.

Como fazer a troca de ração do jeito certo

troca de ração pode ocasionar em problemas gastrointestinais até que o cachorro se adapte à nova ração, mesmo quando esta foi prescrita por um veterinário.

Para evitar o desconforto, o segredo para a pergunta “como trocar a ração do meu cachorro?” é fazer a troca gradualmente, misturando aos poucos a ração nova à antiga, conforme as proporções abaixo:

  • Dias 1 e 2: 75% da ração antiga e 25% da nova;
  • Dias 3 e 4: 50% da ração antiga e 50% da nova;
  • Dias 5 e 6: 25% da ração antiga e 75% da nova,
  • A partir de 7 dias: 100% da ração nova.